Dourados discute índio surdo e sua língua de sinais

A Prefeitura de Dourados realiza a 1ª Roda de Conversa: Índio Surdo e sua Língua de Sinais nos dias 13 e 14 de junho, na Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatu, na aldeia Jaguapiru.
O evento é promovido pela Coordenadoria de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação com apoio da Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

O objetivo da roda de conversa é buscar registros da Língua de Sinais Indígena existente na região da grande Dourados, já que os índios surdos não se comunicam através da Libra (Língua Brasileira de Sinais). Esses registros por meio de fotos, filmagens e relatório pretendem assegurar a preservação da Língua de Sinais Indígenas para implementação da Política Nacional de Educação Indígena.

Vão participar da roda de conversa pesquisadores convidados e índios surdos de 20 municípios, com palestrantes de Dourados, Maringá, Campo Grande e Santa Catarina, inclusive Shirlei Vilhalva que é mestranda em Lingüística pela UFSC, em Florianópolis.

De acordo com a programação, no dia 13, a partir das 8h, o secretário municipal de Educação, Antonio Leopoldo Van Suypene fará a abertura e em seguida serão apresentados relatos de experiências com o tema “Eu – Índio – Surdo”. Ainda nesta manhã acontecerá uma dinâmica em grupo ministrada por Shirlei Vilhalva e Ana Paula Colzani que é pós-graduanda em Educação Especial na área da Surdez pela ISFACES.

No período da tarde, a doutoranda em Educação pela UFSC, Karin Strobel, fará uma palestra sobre a “Cultura surda e a Arte Surda” e à noite a palestra “Língua de Sinais que existe no Brasil” será ministrada por Shirlei Vilhalva e Alessandra Daniel.

Já na manhã do dia 14 será discutida a temática “Aldeia – Escola – Família – Associações de Surdos”, coordenada por Oldir Gonçalves, da Aldeia Urbana, e pela coordenadora de Educação Especial da Prefeitura, Elza Corrêia Pedrozo.

Fonte: http://www.msnoticias.com.br/?p=ler&id=275645